12 de fev de 2008

PASSEIOS DO FDS

quase no final do Domingo, fomos até o Museu Histórico da Imigração Japonesa, que fica no bairro da Liberdade. por que será?

O museu é lindo, mistura as antiguidades ao ambiente que é super haigui téqui. Fico emocionada com a história de qualquer imigrante. Isso pq eu já fui uma (eheheheh) e entendo bem, o que é chegar em um país todo estranho. Mas, pra essa gente atravessar meses em cima do mar, com todo o tipo de gente no navio, sem ter bem certeza pra onde vai e fazer o quê..... mostra a determinação que essas pessoas tinham. A fé.

De tudo o que eu vi na expô (e que não podia fotografar), o que mais me emocionou de verdade, foi a réplica da cabana dos imigrantes. Sempre ouvia a Wiesko ( que era uma vizinha minha polonesa, imigrante da mesma época) contar sobre a "casa" que ela vivia com penca de filhos.

Ouvir essas experiências, é totalmente diferente de ver, estar "dentro" de uma:




Saber que em um ambiente tão precário, tão desconfortável, as pessoas ainda assim se sentiam felizes, mostra o quanto eu ainda sou apegada aos bens materiais. Achar que preciso de certas coisas pra garantir a minha felicidade. Embora eu não seja da turma que acredita que "onde falta o pão, acaba o amor".

Também tem fotos de noivas que vieram "importadas" do Japão pra que os japoneses pudessem se casar. Lembro do tio do meu respectivo, contar que as mulheres dessa época, quando chegavam aqui, não queriam se casar com os japas, pq eles eram pretos. Pretos de ficar no sol tropical.....logo não eram os branquinhos-amarelos seriam beges-claros? que elas estavam acostumadas a ver no seu país.

Uma foto me chamou atenção: um casamento de um japa com uma neguinha-tição afrobrasileira, de tez bem escura. Imagino quantas dificuldades os dois tiveram. Quantos costumes tiveram que se adaptar. (Se bem que imagino que a noiva é quem teve que se adaptar)

Entendo pq esses japoneses se fecharam tanto em seus costumes. Há quem diga que o japonês do Japão é muito mais liberal que os que aqui ficaram. Dizem que há japoneses que vem pra cá pra saber dos costumes que no Japão não se celebram mais. Nós que não somos da raça, por vezes achamos estranho. Mas tudo é uma questão de usar de empatia.

A visita no museu, pra mim, foi bem impactante, porém, muito emocionante. Teria sido eu, em tempos remotos, um japa? Vai saber.......

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