2 de dez de 2008

ASSIM QUE EU GOSTO.

Eu sou uma pessoa que acredita piamente na transformação. Olhando pra SC, sei que precisamos de muito positivismo e continuidade, esta última mais difícil pq brasileiro se esquece rápido das coisas.

Pois bem, pra SC se reeguer, o governador já disse, vão dois anos.

E entendo como é que tem gente de bem que se esforça em fazer com que as pessoas flageladas tenham o que comer, vestir e como reeguer a vida. Pois bem, isso se chama empatia: colocar-se no lugar dos outros.

E sabemos que as catástrofes não escolhem pessoas. Simplesmente acontecem. E me pergunto pq é que tem gente que não tem essa consciência.... que não entende que poderia ser com ela.

Muitos abandonaram os empregos, as ocupações e etc pra ajudar. E fiquei muito contente quando vi isso aqui:

Presidiários que estão trabalhando em prol das vítimas de SC.

Não há melhor transformação que esquecer de si e trabalhar em prol de quem precisa. Não há melhor transformação para quem pratica o mal, que ser forçado a praticar o bem. Infelizmente certos estatutos dizem que os presos não podem ser forçados a trabalhar. E que este trabalho não pode ser indigno. Mas me pergunto de que forma um trabalho pode ser considerado indigno.

Sim, porque vários são os pais de família que sobem em andaimes altíssimos pra limpar janelas correndo o risco de virar atum no saguão do prédio, pais de família que descem no bueiro das ruas pra limpá-los de toda a sorte de imundíce, podendo contrair as doenças mais malucas do Gugu, pais de família que enfrentam o sol para limpar a cidade mais que poluída, podendo contrair um câncer de pele bem devastador.....

Enfim, esse detentos aí que estão trabalhando em prol das vítimas de SC são ao todo 10 e estão em regime semi-aberto. Ou seja, número ínfimo face à catástrofe. Dos 270 dos 360 detentos da mesma unidade decidiram doar as marmitas do jantar e encaminhar a refeição às famílias prejudicadas pelas enchentes e deslizamentos.

Temos que aumentar o nível de conscientização dos presidiários. E isso só será possível quando todos tiverem um tratamento digno, garantias de recolocação no mercado de trabalho e principalmente, quando a impunidade deste país deixar de ser a tônica de todos os dias.

Aliás, quero saber quanto dinheiro os políticos doarão de seus salários em prol das vítimas. Pq ajudar os flagelados com os cofres públicos não é mais do que a obrigação deles.