10 de ago de 2008

CÁCAS QUE NÓS FAZEMOS

Eu sou uma moça que desafia o próprio destino, não é? E ás vezes essa vontade muito louca por mudanças, me deixa um tanto quanto..... ousada.



Mas só vence quem tenta, não é? E quem faz cáca também. "Que cáca, Dé?", vc deve estar se perguntando. Vamos ver se vc é bom de charadas:



Uma pia, um grampo de cabelo e dois elásticos de cor horrosa



Sacou?



Pois é, eu acho que fiz cáca. Pq mesmo lembrando que o meu namorado sempre elogiou meus longos cabelos, mesmo eu sabendo que não tenho muita habilidade em cortar o próprio cabelo, mesmo tendo 76 alunos que poderiam espalhar cartazes ridicularizando meu cabelo, mesmo assim..... arrisquei. E dessa vez fui bem mais ousada que a outra:



"Só dois dedos de cabelo", foi o que pensei quando planejei cortá-lo.



Mas de repente, sei lá, o coração bateu mais forte e voilà: cortei um bocadinho a mais. Mesmo eu lembrando que não tenho chapinha em casa e que por mais que eu tenha gens franceses, tenho gens de mouros no sangue: o que faz do meu cabelo um tanto quanto "rebelde".



Ok, agora é esperar a reação do meu namorado. Nessas horas meu irmão faz falta, afinal, uma hora dessas ele vendo meu desespero, ele daria tanta risada e zoaria muito, até eu me convencer que eu nem fiz tanta cáca assim.



No mais, cabelo cresce. E poderei fazer outras cagadas outros cortes.

SEQUESTRO

Depois da ressaca moral em que eu estava, decidi que era hora de me dar ao luxo de ter um pouco de diversão, mesmo que solitária. (nada de maldades sujas e eróticas na sua cabeça, leitor!)

Decidi assistir pelo Youtube, A Fantástica Fábrica de Chocolate na versão do Deep. Como eu me ligo logo no sub-texto das coisas, comecei a chorar, pq creia, a história apesar de fantástica, tem um fundo bem triste. Pois bem. Estava aqui assistindo e chorando em algumas partes, quando escuto um barulho de carro parando e baterem à minha porta.

Pelo vitrô, vi dois cabeções e ninguém na janelinha da porta (o famoso postigo). Vai daí que pensei que era a Sofia, pois ela fica toda pimpona achando que é uma adulta batendo à porta da tia, enquanto os pais dela fingem que lá não estão. E comecei o ridículo (mas muito carinhoso) "Quem é?", "Quem é que 'tá batendo na minha porta?", com aquela voz bem ridícula que só as tias solteironas carinhosas sabem fazer.

Abro a porta e surpresa: NÃO ERA SOFIA. Os dois cabeções que vi pelo vitrô, eram do e do Ivan. E eu vestindo o traje "mendigo que mora em casa". Sorriso amarelo, olhos ainda molhados por algumas lágrimas róliudianas....... E a única coisa que a minha boca soube dizer foi:

-Meu, que vcs tão fazendo aqui?


Cadê as aulas de etiqueta, Débora? Cadê aquele famoso: "Nossa, que maior legal.... Tudo bem com vcs? Vamos entrar?"

Não, a estúpida ficou parada na porta e ouvi: "vamos com a gente!". "Como assim 'vamos'?" (Nossa, aspas dentro de aspas, que loucura!)

Daí o Dé me puxou com aquele jeitinho troglodita enfático que só ele sabe fazer pra não ser contrariado e lá fui eu, vestida de mendiga, com um tênis que "fala" e um lenço na cabeça escondendo meu bad hair day. Pra onde? PRA O SHOPPING! Só, um shopping center onde zilhões de pessoas foram comprar o presente do Dia dos Pais.

Homes não sabem que o meu lado perua existe pra essas ocasiões.

E sinceramente, o Ivan já devia estar zonzo com tanta gente nas lojas, com a falta do que ele foi procurar e de o Dé e eu falarmos feito maritacas em paineira.

Depois, rolaram conversas bacanas e falamos mal de quem merece que se fale mal, rolou ainda uma visitinha para os pais do Dé, alguns cds de filmes emprestados e uma carona pré-temporal até minha casa. Sequestradores bonzinhos: me levam mas me trazem de volta pra onde me sequestraram.

Adorei o sequestro! Espero que isso aconteça mais vezes, mas que me deixem pelo menos trocar de roupa. Fico só imaginando se eu tiver que dar entrada em qualquer hospital e eu estar de calcinha rasgada, calça jeans horrorosa não combinando com a camiseta, sem maquiagem.....

Valeu, meninos lindos da titia!