2 de abr de 2011

TRABALHO

Meu trabalho por vezes é divertido:


*Pergunto ao "cliente" quando ele me entrega um RG que obviamente não é o dele: "Quem é fulana de tal?" e ele me responde: "É minha GENRA!"

Daí suspirei bem fundo e pedi que ele me explicasse se era "genra" ou nora (como eu imaginava) e ele me responde:

"Não....... ela é cunhada da minha nora!" (com a maior naturalidade).

Finalizei com um :"Senhor, genra não existe e cunhada de sua nora é coisa nenhuma do senhor, já que nora mal é parente, ok?"

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*Ontem um menininho vem com sua mãe e senta na minha mesa já com uma catota de nariz em bolinha entre os dedos.

Não bastou ele estar uma catotinha marrom de tanto que ele ja tinha esfregado nos dedos: ele tinha que abrir e fechar a catota na minha mesa como se estivesse brincando com a Super Massa da Estrela..........

Depois da cara que eu fiz.... (afinal tudo tem tolerância e catota está foooora da minha tolerância) a mãezinha dele começa a limpar as mãozinhas e a sujeirinha.....

Foram embora e tão logo me certifiquei que não estavam olhando peguei meu alcool em gel 70 e lavei a mesa...

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Eu poderia contar milhões dessas histórias pq todo dia tem uma.

27 de fev de 2011

SITUAÇÕES

Retornando aos poucos à nova rotina, me adequando.

A sensação de voltar de férias às vezes é boa e outras nem tanto. Desapego. Parece o mote deste blog de tanto que por tudo que já escrevi parece que tudo vai dar no mesmo: desapego.

Desapegar de uma rotina de 15 dias de férias do trabalho, desapegar de todas as noites fazer o que bem quiser por conta de não ir à faculdade.......

Enfim.

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Nesta nova etapa da qual faxinona maior está no fim, precisarei me desapegar ainda de alguns itens. Me surpreendo que cada dia que passa algumas decisões (embora dramáticas) que tomei foram as mais acertadas.

Tipo: sabe aquele amigo que tem "ótimos" conselhos sobre sua vida profissional, sobre seu negócio e tudo o mais.... (embora a vida dele/a profissional não seja nada desejável)? No começo vc acha que é bom ter uma opinião diferente pq ele te quer bem....

Daí vc descobre que tudo o que ele/a queria era ficar no seu lugar fazendo o que vc faz?

Ahahahahahahahahahahahahahaha.

Que patético! Viver de glórias passadas. Viver de emoções ransosas, desejos fétidos de mofo, aptidões tão obsoletas quanto um bonde!

Boa sorte! Vc precisará!

Ou melhor: tudo aquilo que vc me desejou, que todo o seu empenho gratuito e desinteressado (principalmente) em me ajudar; venha em dobro pra vc!

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Então a minha nova etapa se resume em achar novas metas. Acostumar-me às novas etapas as quais me propûs.

Fico muito feliz em cumprí-las embora algumas me trouxeram muita dor e privações. No mais estou muito feliz pelas concretizações.

Nova visão (literal e filosófica) e ansiosa pq agora os passos me parecem mais largos, difíceis.

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Ainda me surpreendo com a estupidez humana da multidão desordenada dos metrôs, dos egoísmos, dos dedos dos outros apontados para as falhas de outros seres humanos que se pá, até bem menos defeituosos de quem aponta.

Como falar da preguiça dos outros se a própria bunda tem o tamanho do Equador? Como falar em compreensão se não há quem lhe goste (sem ser obrigado ou por falta de opção?) Como falar em se pôr no lugar dos outros quando o ego é o mais proeminente da personalidade?

Enfim, ainda me surpreendo mas não desgosto mais de nada. Tipo, tenho aceitado com maior tranquilidade essas situações.

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Que sensação boa é voltar a ter o mesmo bom professor do semestre passado! Melhor ainda é ouvir: "Satisfação é minha em revê-la!"

Chupa, pobretada!

Ahahahahahahahahahahahahaahahahaha.

Só quem tem capacidade de entender pronomes oblíquos é que pode receber esse tipo de elogio.

Que sensação boa é reencontrar bons colegas que estão na faculdade não para comprar um diploma mas para aprender e estudar de fato, apesar da falta de tempo, do sono e das dificuldades.

Tem gente que passa pela faculdade sem ler nada e embora passem de semestre para semestre, sabem que no fundo estão se enganando.

Eu não só leio como escarafuncho! E ponho os colegas loucos durante os trabalhos em grupo. Essa sou eu: neurótica, mas bem limpinha!

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Viagens bate-volta! Coisa boa.

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Recomendação: Bailão do Ruivão, cd novo do Nando Reis. Só de covers, fantástico.







16 de fev de 2011

FATO

Lembra daquela dentadura de vampiro que vc brincava quando criança?



No começo era tudo muito engraçado, todos riam da palhaçada pq seu rosto estava diferente mas no final a coisa começava a ficar meio chata porque a tal dentadura apertava, incomodava e rasgava sua boquinha?

Pois é, aparelho fixo é igualzinho à tal dentadura de brincadeirinha com apenas uma diferença: quando vc cansa de "brincar" não dá pra meter a mão dentro da boca e arrancar.




Menção Honrosa: "Tia, vc tá igualzinha à Chiquinha."


29 de jan de 2011

FAXINA E DESAPEGO.

Pois é!

Quem imaginava que eu não faxinava mais, está enganado.

A faxina dos dentes, apesar de não estar na "to do list" que encabeça este blog, era uma das etapas desejadas.

Explico o óbvio: a má oclusão deixava difícil a higienização, provocava parte das minha enxaquecas e sei que com o tempo eu perderia meus dentes mais facilmente.

Portanto, no fim do ano passado e começo deste ano, decidi que teria que correr contra o tempo: pois tempo, senhores leitores, passa do mesmo jeito: fazendo o que se precisa ou não.

Bom, fui atrás do Dr. Rerrê e começamos. A famosa documentação é um capítulo à parte pois eu não imaginava a parafernália tecnológica para saber como somos por dentro. Enfim, tudo resolvido e eu com cara de drogada nas fotos da documentação...... o que rendeu boas risadas.

Na análise da documentação, o Dr. Rerrê achou por bem arrancar alguns dentes e daí começa o desapego do ser humano. É incrível a capacidade que o corpo humano tem para não se desapegar de nada.

Sabia que seria difícil pelo posicionamento dele e como profissional experiente e prudente o Rerrê chamou Dr. Morcegão que é (endo) pra fazer a tal cirurgia. Pacientemente Dr. Morcegão foi cumprindo as etapas, explicando passo a passo os procedimentos e fazendo de tudo pra que eu ficasse calma.

(Inúmeras pausas pra cuspidas e anestesias, respiradas.... pausas provocadas por mim que tenho certeza que na edição celestial.... ,manja quando Deus mostra em edição especial a vida pro morto recente?, essa parte das múltiplas cuspidas dará um bom efeito especial.)

O que tenho a reclamar é justamente o corpo humano como ele se auto sabota. Duvidam? Difícil arrancar dentes (mesmo os podres.), prisão de ventre, parto, depilação, unha encravada... Ou seja, para tudo o que o corpo precisa se desapegar, mesmo sabendo que é pro bem dele e que será melhor; ele é teimoso, cria caso. Pode reparar.

Voltando.

A dificuldade era tamanha que eu dei a idéia: "Chama um pastor, pq se o cara expulsa demônio esse dente será fichinha pra ele...."



Bom, resumo da história: o dente saiu hora depois, e demorei quase 3 dias pra começar a ficar menos dolorida, menos mal.

O Dr. Morcegão mostrou-me o dentão teimoso e perguntou o que eu queria fazer. Respondi que poderia doar pra ciência, mas nem pra isso ele serviria pq estava parte dele cariado. Que beleza!

Imagina eu com um dentão daqueles pendurados no colar como fazem as mamãs com os primeiros dentes dos seus nenéns. Aquele puta dentão! Ahahahahahahahaa.


A tonta que vos escreve ainda recusou o atestado dizendo que "era coisa de meninos". Claro que bastou pegar o primeiro trem indo pro trabalho que me arrependi dolorosamente.

Ainda virão outras etapas e Deus queira que sejam menos doloridas (embora francamente eu não acredite em mudanças sem dor, é quase um ritual de passagem).

Mas dá o que pensar sobre desapego. Praticar o desapego. Preparar-se para o desapego. Entender que as perdas nem sempre são ruins. Que pra mudar e ganhar, há de se ganhar espaço desapegando, jogando fora, desfazendo-se.

Preço da faxina: por questões éticas não se pode falar em preço nos assuntos sobre saúde. Ainda mais envolvendo preço especial pra amigos de longa data. Posso dizer que o tratamento se paga com o dinheiro que ganho, 'tá?




21 de jan de 2011

NUM APARTAMENTO



perdido na cidade
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar
ultimamente.
A gente não consegue ficar indiferente
debaixo desse céu.

(...)

Na medida do impossível
´tá dando pra se viver
na cidade de São Paulo,
o amor é imprevisível como você e eu e o céu.

(Rita Lee e Luis Sérgio)


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Rá, eu voltei!

Tantas coisas rolando.....
Mas estou muito bem e feliz. Meu sumiço tem mais a ver com isso: felicidades, mudanças, concretizações.

Aos poucos vou contando as novidades.
Por enquanto fiquem com a visão de uma noite capturada por minzinha.