
Que
As palavras que a sua boca profere,
possam mais do que serem verdadeiras,
que falem coisas do seu coração,
que brilhem com toda a intensidade,
iluminando à minha volta.
Que sejam não somente doces, mas às vezes
também, bem temperadas ao gosto que eu
estiver pronta a degustar.
Que essas palavras não te façam sofrer ao falar
nem a mim ao ouvir.
Que sejam suaves como um sussuro quando eu
estiver pronta a estourar mais uma vez e que
sejam enérgicas o suficiente quando eu estiver
pronta a desisitir de tudo.
Que ao escutar a sua voz, mesmo sem te ver,
possa te reconhecer.
Que nos nossos próximos reencontros eu consiga
te reconhecer... sempre.
Só não quero sentir falta das tuas palavras.
Mesmo que a distância por qualquer motivo exista,
que elas se façam presente sempre: do mais moderno e-mail
ao velho e bom recado de papel....
(Débora G. M. Beirante)