21 de jul de 2008

POÇOS DE CALDAS -CAP. II

Durante a semana, fui ficando espertinha quanto à previsão do tempo. As pessoas que encontraríamos e já estavam lá, nos avisavam pra levar agasalho.

E a viagem de SJC até Poços, foi feita sob um calor que no começo era gostosinho, depois começou o carro a virar um forninho e a sorte é que eu bebi muita água. Mas sabe quando vc chega com a cabeça meio zureta? E em se tratando da MINHA cabeça zureta por natureza......

Localizar o hotel onde a gente se hospedaria. Fácil. Cidade pequena, bastam algumas voltas e uma interatividade com um nativo e pimba! Encontramos.

O nosso hotel, o qual não falarei o nome e em breve vcs saberão porcausadiquê, fica em uma das praças pincipais: Pça Getúlio Vargas.

Do lado do hotel, um centro cultural com decoração bem bacaninha.



A praça Getúlio Vargas é conhecida por ter um relógio feito de flores e ter no seu entorno, charretinhas pra vc alugar e fazer um passeio turístico:

Esta além de ser toda "de menina", tinha um dispositivo(?) pra recolher os cocôs do cavalinho (ou seria uma égua?)

Chegando no hotel, a primeira coisa que fizemos ao chegar no quarto, foi tirar meu vestido da mala e pendurá-lo pra que ele fosse esticando. Percebi que ele tinha uns vincos fortes que só o ferro de passar resolveria. Pedi pra moça que nos acompanhou, que ela providenciasse um ferro e ela disse que sim, que veria isso pra mim.....


Mas, mal chegamos na cidade e tivemos que encontrar as pessoas queridas. Encontramos, nos pusemos à disposição para ajudar e fomos almoçar. Almoço ótimo com papo alegre e de reencontros felizes.

Daí que nos despedimos e eis que o noivo liga, pedindo que o levássemos pra o outro hotel pra que ele se arrumasse, uma vez que a respectiva dele ía começar com os preparativos. Conciliamos esse pedido com outros que nos fizeram e o dia passou rápido demais. Poços estava congestionada pq Julho é mês de temporada.

Pra me facilitar a vida, marcaram pra mim a minha cabeleireira. Mas, assim como eu, a pessoa (queridíssima por sinal) que marcou o salão pra mim, não conhecia a cidade.

Mas, se vcs bem se lembram, eu não queria nenhum cabelo escultural. Queria algo simples e pra isso, qualquer lugar servia. Chegando no meu salão, encontro um salão bem simples. Falo com a senhora que iria fazer meu cabelo e quando vou me despedir do namorado, ele me puxa pra fora do salão:

-Que foi? Falei alguma coisa inapropriada?
-Não, Dé. É que esse salão 'tá parecendo um barbeiro. Quem vai fazer seu cabelo parece que não faz curso de reciclagem, deixa ver..... há 30 anos?
-Relaxa, é só uma escova. Tenho certeza que isso ela sabe fazer. E que mais pode acontecer? Ela não vai botar fogo no meu cabelo, certo?
-Não sei, não sei... mas ó, a(pessoa que marcou) não sabia que era assim. Vc quer ir a outro salão?
-Nem pensar! 'Tadinha da senhora que está me esperando.......

E assim, meu namorado me deixou no salão, apreensivo e com um monte de coisas pra resolver. O salão é de propriedade de uma senhora de 72 anos, que foi quem fez meu cabelo. Ela foi conversando comigo e eu fazendo força pra não dormir, pq a viagem com sol na moleira foi cansando, ela mexendo na minha cabeça..... já viu....

Pra vcs terem uma idéia do naipe do salão, a coisa mais moderna que ela tinha era um defrizante de cabelo. Chapinha? Ela até tinha ouvido falar, mas pra quê comprar, não é? Bom, o caso é que eu pedi que ela fizesse cachos no meu cabelo. E ela atendeu. Como ela percebeu que eu sou uma naba pra me arrumar sozinha, ela usou do recurso mais moderno que ela sabia: uma touca.
Não sabe o que é? Pergunta pra sua avó.....

Agradeci a senhora e pra sacanear meu namorado, falei que eu ía assim no casamento:

Mal sabia eu, como e desfilaria com a cabeça assim em Poços de Caldas.

Chegando no hotel, o ferro de passar estava lá? Não. Desci até à portaria, nada de ferro. Não adiantava "discutir a relação" com o gerente e resolvi que era hora de me virar e "depender da caridade dos estranhos".

Fui até a umas lojas de roupas que ficam bem próximo ao hotel e explicava que era uma emergência, se tinham um ferro de passar roupa pra emprestar. Que eu passaria meu vestido ali mesmo. Mas, ou acharam que eu era louca ou que eu fosse assaltar. Ninguém tinha ferro pra emprestar. Achavam que uma assaltante sairia de cabelo todo espetado de grampos pela cidade?

Fui de loja em loja. Porta em porta. Nada! Até que vi um hotel e a moça disse que não podia ajudar, mas que eu fosse no outro da mesma rede. Como não sou tão besta nem nada, perguntei o nome dela. Cheguei no hotel e usando o nome dela, contei a história. Enfim, uma alma bondosa me levou até o terraço do prédio e me deixou usar a lavanderia.

Eu só faltei chorar de felicidade.

Marilda, a moça bondosa de coração bom e hospitaleiro, diria eu, O ÚNICO, de Poços de Caldas. Ela é recepcionista do Hotel das Águas (35-3722-7100). Se puder, ligue pra lá só pra elogiá-la.

Voltei pro hotel onde estava hospedada, afim de comer qualquer coisa. A janta não sairia. Tive que sair do hotel de novo (com este cabelo entoucado) e ir até à feira da praça comer um crepe. Não sei pq as pessoas ficavam me olhando pela rua.....

E o frio foi chegando......

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