27 de jun de 2008

PARADINHO

Difícil acreditar no movimento da rotação da Terra, da força do vento que não vemos, no crescimento das plantas e o progresso do aquecimento global.

Aliás, com o frio que está fazendo essa semana, o aquecimento global pra mim, não passa de um efeito-estufa lá da ECO-92; remodelado pra nos lembrar do que o consumismo está fazendo conosco.

Bom, o fato é que as coisas pra mim estão vagarosas demais. Tudo bem, sei que quando desejamos com muita ansiedade uma coisa, demora mais ainda. Não é esse o meu caso, pois já estou esperando há dois anos. Investi e invisto ainda. E espero. Nada mais eu posso fazer neste momento que esperar.

E tenho certeza que a minha vida vai começar depois que após tanta espera, tiver o momento X da coisa toda.

Enquanto isso, parece que a vida segue normalmente pros outros e pra mim, um nabo. Cabelo fora de ordem (assunto velho, mas é que daqui a duas semanas, preciso de um cabelo impecável. Como? Nem normal o meu cabelo parece mais), corpo fora de ordem, roupas mais que demodês e a minha cara de tão cansada, nem a reconheço mais.

Como está tudo paradinho pra mim, pensei até em roubar. Pensa bem: lojas não faltam pra isso. Oportunidades, todas. Além do quê, ía dar uma boa agitada na minha vida: primeiro o flagra, depois delegacia, depois espera por um advogado. Como não sou graduada nem tenho dinheiro, com certeza ficaria na cadeia, talvez uns 6 meses. Dentro da cadeia, eu faria amizades? Seria a "esposa" da chefe da cela? Meu namorado me abandonaria? Eu começaria a fumar? Encontraria uma missão diferente daquela que eu suponho ter na vida?

Fora que seria repertório pra conversar entre todos os que acham que me conhecem. Minha mãe talvez alegando que eu fiquei mais insana que o costume, tentaria explicar para as pessoas, o porquê de uma moça como eu (bem formada, com educação, sem faltar nada em casa, sem usar drogas, criada com princípios morais e religiosos, boa aluna e etc) cometer um ato criminoso como roubar.

Quando eu saísse da cadeia, que vida eu encontraria pela frente? Talvez não tivesse mais namorado. Talvez minha mãe teria mais motivos pra me jogar na cara do quanto eu sou má filha e etc.... Meu irmãos e meus sobrinhos teriam vergonha de mim....

Como vê, pouca coisa iria mudar, não é mesmo? Ahahahahahhahaa.

E talvez quando eu saísse da cadeia, aquilo que tanto espero estaria mais próximo de acontecer. E a demora fosse menos torturante.

Outro dia falei com o André a imagem que eu tenho do inferno: gelado. Sim, pq pra mim tortura é ficar no frio. Mas, a minha idéia central de inferno, é a repetição. A mesmice. Uma coisa igualzinha à outra. Fatos repetitivos. Ciclos que não são saudáveis. As mesmas piadas, as mesmas brincadeiras, os mesmos comentários.

E entende agora, pq pra mim esperar e continuar neste ciclo fechado é tão chato pra mim?

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