25 de fev de 2008

NÃO ACORDEI MUITO BEM

Era simplesmente meia hora mais cedo do que eu tinha programado acordar, quando vou escutando ao longe, crianças cantandos e instrumentos musicais de escola de samba. Por um breve momento, fiquei feliz, afinal gostando ou não, era arte. Mas a intuição bateu... e o som que era distante foi ficando cada vez maior e maior... percebemos que era algo maior que imaginávamos: olhei no relógio 6:20 da manhã.
"Que escolinha faz passeata com crianças em um horário desses?", perguntei. Meu respectivo foi na janela e colocou a mão na cabeça... fechou a janela e me disse:


"Dé, não é passeata de crianças: é passeata do MST... e as crianças estão à frente da passeata". Corri pra pegar o telefone, disquei o 190 e ele não me deixou chamar, afinal, dali a pouco a gente sairia e se chegasse a polícia, daí que além da gente não sair, podíamos ser linchados....

Puta covardia, usar crianças na frente da passeata. Dor de cabeça, de ter acordado com um agogô e um tamborim dentro da cabeça.
Descemos pra ir embora.... resolvi fotografar o MST pra escrever pra o Ministério Público, por causa dessa história de crianças em passeata. Daí um infeliz me entregou um jornal com uma carta aberta da reivindicação deles.

Eles estavam reclamando, por causa de um terra em Mairiporã que foi dada pra fazer resort ao invés de assentá-los. Considerações:
  1. Se eles querem assentamento, é pra plantar alguma coisa, certo? Que eles pretendem plantar em Mairiporã?
  2. O que gera mais emprego naquele fim de mundo que é Mairiporã? Uma terra familiar pra produção agrícola ou um resort?
  3. Onde eles (MST) arrumam dinheiro pra fazer boné, pra ter carros bons, sistema de rádio comunicadores, jornal......
  4. Eles já ouviram falar de horário de silêncio?
  5. Eles sabem que horas os funcionários da empresa que eles estavam protestando na porta, chegam pra ouví-los?
  6. Pq eles não vão pra o Pará, onde o governo já assentou famílias? Acaso lá as terras não tem tanto valor comercial quanto Mairiporã, pra que uma vez assentados eles possam vender as terras e continuar a invadir ou pleitear outras propriedades?

É por essas e por outras que o MST pra mim, não merece o mínimo respeito. Depois que invadiram a estufa de uma pesquisadora e acabaram com o estudo de 20 anos dela, não merecem nenhum respeito. Menos as crianças. As crianças não têm culpa das mulas e mercenários que são os pais delas.

Nenhum comentário: